OBS: Assistam ao vídeo, dessa forma entenderão o que meu texto humildemente quer expressar.
Liberdade de expressão é o direito de manifestar opiniões livremente. Tudo bem. Temos esse direito, mas nem sempre são corretas as nossas expressões e para isso eu recorro a “ditadura pessoal”, onde busco saber o que devo ou não fazer, meio que por obrigação mesmo.
Vendo esse vídeo, chorei, afirmo mesmo, chorei. Chorei por que todo homem é livre para chorar e quando meu pai dizia que meninos não choram talvez ele não tivesse a idéia real do que é ser um ser humano (Pai, desculpas, peguei pesado aqui com você).
As imagens são lindas, até mesmo porque a protagonista da história “era” ou “é” linda (ela parece mais viva do que nunca), se fosse eu, talvez muitos não tivessem essa opinião de beleza (mais desculpas, agora a vocês, brinquei com coisa séria). O vídeo é incontestavelmente lindo.
O vídeo é perfeito, recursos bem utilizados, música bem posta e ligada à imagem, isso faz com que paremos e prestemos atenção. Muitos afirmam, uma imagem vale mais que mil palavras, mas o que é uma imagem sem palavras? Pergunto-me. Isabella seria Isabella, sem essas músicas? Sem as belas palavras? Não, não seria. Por quê? Lembre-se, nossa mente é manipulada pelo exterior (aprendi isso nas aulas de teoria de comunicação) e todo o conjunto, do vídeo, nos faz ter mais dó, pena ou comoção (usem o sentimento que vos é de direito).
Mas, nisso tudo não posso ser hipócrita e dizer que amei tudo que vi. Pois bem, EU NÃO GOSTEI, na verdade ODIEI e tenho meus motivos para isso.
Já perceberam a invasão na intimidade dessa criança? Já imaginaram que ela não está viva para ver os milhões de brasileiros que “ama” ou que na verdade sentem só pena, pois ninguém hoje trocaria de lugar com ela para ser jogado de um edifício ou trocaria? (isso seria pra mim uma prova de amor e eu acho que não amo).
O que me faz ser uma ínfima parcela de tudo nesse grande meio é não concordar que usem as imagens como bem entenderem, que não concorde com a falta de privacidade que a mãe está sendo “obrigada” não ter, pois para a mídia (como sempre a grande culpada para os que não se assumem curiosos) o que importa é o fato, que vira notícia, que vai ser uma reportagem e talvez um livro, não esquecendo do cinema, já que nosso país avança nesse setor. Não me assustarei quando estiver indo ai cinema assistir: “Isabella, um caso de amor e ódio” – o titulo deverá ser esse, afinal, amor é o que a mãe sentia, ódio foi o que pai sentiu, quando fez o que fez (vejam bem, não estou acusando ninguém, A TV, Rádio, e todos os meios impressos dizem isso por mim).
Vocês devem está me amando (pois poderei está falando o que vocês desejariam) e não estarem gostando (odiar é um sentimento de pessoas fracas e eu fui e sou fraco quanto ao vídeo), mas desculpa, eu posso ter liberdade de expressão?
Pois bem... Ratificando ou retificando opiniões, o que sinto por todo esse caso (ou espetáculo) é isso, e não estava agüentando ficar calado, por isso usei meu blog, o pronome possessivo me dá liberdade de usufruí-lo como posso e devo. Não quero ser formador de opiniões, quero opinar, e se sentirem necessidade disso...
Comentem...
5 comentários:
"[...](odiar é um sentimento de pessoas fracas e eu fui e sou fraco quanto ao vídeo),[...]"
Não acho que ódio seja sentimento de pessoas fracas. E se for, então não há quem seja forte no mundo. Sentir raiva de um video é natural quando o que o tal video faz é explorar a imagem de uma garota que já nem é mais uma garota, virou historinha. O "o caso Isabella" já nem é mais um caso, é roteiro de filme de super-herói, com vilões, mocinhos e até um protagonista-mártir (que vem a ser a criança), cujo nome seria esse mesmo, se fosse ao cinema: "O Caso Isabella".
Concordo com você quanto á cinematografização da vida real, a vilanização do pai, a "divinificação" que fazem com a garota.
No fundo, estamos sempre buscando hérois-mártires pra tornar a nossa vida particular menos miserável. Hoje é a Isabella, ontem foi aquele garoto arrastado por quilometros pelos assaltantes no carro dos próprios pais, amanhã quem sabe qual vai ser o próximo mártir mirim de classe média a nos dizer que a vida é uma droga e que não podemos fazer nada pra mudar?
Na realidade, vejo que há muitas especulações perante o caso e mídia. Há uma confusão de livre arbítrio com julgamento, sei lá. Seu texto tem trechos aprovadíssimos!!! Principalmente no que diz respeito a externar um sentimento sobre a menina(e o caso) por mero dó e comoção. Se é q conseguir assimilar o q vc quis demosntrar...enfim, me chamou atenção, principalmente, a sua maneira(própria) de intercalar o lírico com fatos atuais. Aprecie de verdade.
Eu tenho minhas opiniões sobre toda essa história da mídia expor uma situação dessas, acho que deve ser mostrada, mas não deveriam interferir em coisas tão delicadas e sagradas quanto a dor de uma mãe que acabou de perder sua filha de um modo desse. Sobre essa coisa desse monte de gente que diz amar a Isabella, não, eu não acredito. Infelizmente a expressão que deveria ser a mais sagrada de todas (Eu Te Amo), virou um Bom Dia pra grande parte das pessoas hoje em dia, principalmente os mais jovens.
Mas infelizmente como tudo o que a mídia mostra, isso vai ser esquecido... como outras muitas barbaridades já foram... e o que nós podemos fazer por agora? assistir. e de alguma forma, protestar!
Júlio, querido, como danado eu não ia lembrar de você? Tu acha que é todo dia que alguém me diz que imprime meus textos só pra ler de novo? rs
Fiquei surpresa com sua escrita cada vez mais madura. Surpresa e feliz. E, honestamente, compartilho com você esse incômodo mental de transformarem dor e sofrimento em pontos no ibope
Beijo recitado!
Júlio, querido, como danado eu não ia lembrar de você? Tu acha que é todo dia que alguém me diz que imprime meus textos só pra ler de novo? rs
Fiquei surpresa com sua escrita cada vez mais madura. Surpresa e feliz. E, honestamente, compartilho com você esse incômodo mental de transformarem dor e sofrimento em pontos no ibope
Beijo recitado!
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