quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Publicit(ar)ária e jornalist(ar)a

O publicitário é contratado para comunicar a imagem de seus clientes, através de estratégias elaboradas sob técnicas e pesquisas.
O jornalista trabalha com a captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico, da informação em qualquer uma de suas formas e variedades.
Catarina Castro e Júlio César Araújo
Estagiários - Unicom FIEP

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

EI!

Wecsley! Passa lá em casa e me acorda nos domingos de manhã, como você fazia, para conversarmos de todas as coisas que não estamos fazendo juntos, por eu estar distante.
Vicente! Pega a bicicleta e vamos ao sítio, eu revezo com você quando eu estiver pesando e você não poder levar “a carga”
Fabinho! Faz a pipoca e pega o filme na locadora que é mais barata e não tem lançamentos.
Edcarla! Vamos estudar biologia, não aprender nada e comer as bolachas da tua casa.
Danielly (DanDan)! Me fala daquela cirurgia que tu fizestes, pra eu poder sentir pena e ter raiva de tuas reclamações.
Daniele (Ceará)! Quero falar inglês errado de novo todas as tardes de domingo.
Daniele (Campina Grande)! Vamos assistir aula no motiva e andar de carro pela cidade só pra gastar gasolina.
Marília (Mah)! As cuecas do vizinho estão lá penduradas, vamos rir e chamar ele de “frio de bicicleta”.
Fabrício! O treino de handbool na quadra do Estadual vai ser as 17:30m
Renato (Bandão)! Comprei um celular novo pra tu mexer e eu ter ciúmes e medo de tu quebrar.
Beetowe! Joga em mim produtos de limpeza pelo vitror do banheiro e come meu leite condensado só pra eu poder te chamar de amundiçado.
Renata! Senta comigo lá naquele banquinho e vamos tomar sorvete.
Well! Grita aquele Aiiin, e fica com vergonha quando ver um cara bonito que olhou pra tu.
Wenio! Seja baixo como você é, só pra eu dizer: “Tu é baixo”
Adson! Vamos lanchar aquele pastel e falar das coisas ruins, pra tentar encontrar uma solução pra elas.
Evelinne! Vamos brigar pra fazer as pazes novamente e sermos os melhores amigos!
Sandra! Vamos falar de coisas inteligentes nas tardes de finais de semana, quando não estivermos afim de sermos tão ignorantes como o mundo.
Anny! Corre atrás de mim pelas ruas, gritando -"Pega ele pra tomar o remédio controlado" - pra todo mundo achar que eu sou louco.
Flaviano! Vamos comer bolo de chocolate na mesma lanchonete de sempre.
Giulianne! Me fala de tuas teorias, só pra eu me sentir "burrinho" perto de tu!
May! Diz assim: "Ain chiquênho" sempre que tu gostar de alguma coisa!
Shy! Vamos pro show de Biquini Cavadão em Maturéia, rir da vida que às vezes é insuportável.
Feras! Vamos marcar aquela festa na casa de qualquer um que a mãe tenha viajado.

Alguém topa?

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Cansei

“Eu cansei de tudo isso cara, desculpa dizer, mas cansei. Você está me cobrando muito e o pior é que isso está me deixando pra baixo. É um PESO pra mim, muitas vezes não durmo por sono, mas por cansaço. Não aguento mais chegar em casa, pois o clima me deixa mal. Cansei cara, desculpa eu estar te dizendo isso, mas eu cansei”.
Único texto de não-autoria minha.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Palavras-chaves: Sentir, sofrer, amar, perdoar e recomeçar

Não! Indiscutivelmente não quero falar de amor, amigos e essas coisas boas que a vida mostra que são necessárias. Quero, sem pestanejar, delinear alguma coisa que mostre dor, seja ela física ou emocional. Mais uma vez, eu parei pra sentir o que meu coração sentia no seu palpitar. A todo momento, eram batidas disritmadas como aqueles grupinhos de pagodes (bons) nos bares dos bairros periféricos da cidades. Esse bater me fez entrar durante a noite, numa questão de perca, traição, perdão e recomeço. Tudo, porque eu analisei uma vida. Uma vida de 25 anos, cheias de altos e baixos e atualmente mediada pelo sol e as estrelas, onde apenas me dizem: “é dia e noite”. Quando me questionei sobre as percas, eu resumi em falhas, talvez minhas ou dele(s), falhas que fizeram o sentimento diluir-se e buscar socorro para correr novamente na veia. Através do ato falho, vem-se a traição, o perdão e o recomeço (muito complicado). O trair é uma ação que trás incontestavelmente a busca do perdão, errar é um ato digno do ser humano, ele mais que ninguém (não gostei desta expressão) sabe que errar é um ato natural do homem, tanto como rever e poder perdoar. Um amigo hoje me disse que: “quando se perdoa, você deixa de carregar a pessoa (que falhou) nas costas. No momento em que você não perdoa, fica preso aquilo que te faz mal”. Palavras sábias para quem ouviu pouco e soube receitar um remédio certo para a alma. Perdoar é o maior ato que o homem pode provar a ele mesmo que é capaz. Mas, eu não serei ingênuo em dizer que é tão fácil quanto sorrir. Perdoar exige alma, exige sangue e uma entrega de si para um ser maior a você: “Deus”. Você não precisa esquecer os maus momentos que a vida te deu. Lembrar das coisas ruins é bom, isso deixa você vivo para vida e experiente o suficiente para novas experiências. Quando você esquece, você deixa de saber valorizar ou re-significar as pessoas na sua vida. Não diria a vocês que não amo, ou que não consigo perdoar. O sentimento de amor está intimamente ligado ao de perdoar e esquecer, para se ter um recomeço. Recomeço de algo que já teve um começo, mas que precisa de uma nova fase, de um novo caminho de um novo olhar. Talvez eu lembre um dia que as lágrimas, são necessárias para limpar a alma, mas eu ainda as traduzo como um alívio de um coração partido. Eu transcrevo meus sentimentos porque eu estou pronto, para dizer que amo com uma razão que só meu peito sente, que continuo a luta de tentar reconhecer o que é importante e querer sempre perdoar e aceitar a vida. Hoje, afirmo com todas as palavras, sou uma pessoa melhor que fui ontem e pior do que serei amanhã. Hoje, eu te digo, que se eu pudesse, trocaria minha alma e meu coração para poder treinar e controlar minhas emoções. Que o fato de não estar aceitando o presente é uma lição para se chegar a um futuro renovado. Afirmo, categoricamente, eu sofri, perdoei e estou pronto para recomeçar. Basta a vida me mostrar que eu não perdi a essência das coisas que eu ainda as reconheço como as: MAIS IMPORTANTES DE MINHA VIDA.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

SexO

Não existe nada melhor sexo. O ser humano sente prazer, o prazer é desenvolvido com algo que se liga a todos os sentidos do corpo. Transar estimula todos os desejos e assim ... Eu sinto prazer comendo por horas, mas prefiro ainda meus segundos de loucura. (entendam)! Sexo é melhor que comer chocolates. Não acredito na ciência, não acredito em cientistas. Quando eles dizem que chocolate é melhor que sexo, eles na verdade não sabem definir porque alguns dos experimentos não foram realmente experimentados. Se alguém encontrar algum chocolate que supere uma boa transa, eu digo, comprem todos, estoquem e, por favor, me dêem um pedaço nas noites que não estou com sono. Ah mãe! Pare com seu moralismo, eu nasci por causa disso e meu pai te ama por que vocês fazem isso. Amor não sobrevive sem contato, sem amasso, sem suor, sem um puxão de cabelo ou um gemido na orelha. Deixem de ser hipócritas e deixem-me falar que sou “viciado” em sexo. Pronto! E eu falo mais: “nada melhor que sentir prazer escondido, ou esconder que sentiu prazer”. Ressalto: “nada melhor que deixar as pessoas achando que você acabou de fazer algo enquanto estava trancado no quarto (claro que acompanhado. Poupem-me de suas mentes “santificadas”)”. No carro, no quarto, no elevador, na escadaria do prédio, na casa da amiga(o), enfim, onde der vontade e tiver jeito de aproveitar o momento sem que ninguém saiba, sem que ninguém ouse saber, principalmente, quando fatores como, pais, religião e lugar oprime. Que saco tudo isso! E o suor? Que salga o corpo e diz a você mesmo, eu estou dando e recebendo prazer. As mãos que deslizam pelo corpo e chega a lugares (cof cof), que só a gente, naquele momento, pode chegar. Com isso, vêm as proibições, essas que não limitam, mas instigam novas tentativas. A proibição de qualquer ato dar prazer, concordo com os cientistas agora, comer uma barra de chocolate roubada no supermercado, é melhor que sexo trancado no quarto do motel. Fundamentalmente, chocolate é melhor que sexo, nesse sentido. Fazer sexo é relutar com o prazer e a vontade de fazer algo que será novo e prazeroso e novo (novamente) outra vez quando é feito de outra forma. Afirmo (sem dados), não existe a fórmula certa para transar, tudo se resume em: tirar, pegar, suar, gozar e descansar. Mas, cada um que faça da sua forma. A entrega exige apenas, entrega! E as medidas? Quem prova ou comprova que as diferenças não se encaixam perfeitamente. O branco e o preto, o alto e o baixo, o pequeno e o grande (pensem o que quiseram com esses dois últimos adjetivos, eu sei que vocês estão indo mais além que minhas linhas). E por fim, existe feio ou bonito? Não, no amor e no sexo, mais no amor é claro, não existe isso. O que vale é carne e o que ela proporciona.
E o que falta? Nada. Tudo se completa quando se faz necessário o complemento. A cueca furada não importa, a calcinha "bege" (na minha opinião, broxante) ninguém ver, e a depilação? Isso a gente percebe, afinal, o que mais chama atenção na hora do sexo é o sexo. E vocês devem estar rindo de tudo isso e dizendo: “onde ele foi encontrar essa idéia?” - “Isso realmente foi Júlio que escreveu?”. Respondendo aos questionamentos imaginados. Encontrei esse tema dentro de uma pessoa que está livre para dizer o que acha, que se quer, pensou em algum momento julgar o certo ou errado diante do tema. Tirei esses pensamentos de um ser humano que cansou de falar a si mesmo que o certo era ser certo, quando o errado prevalece numa sociedade que instiga você a repensar suas idéias. Sexo é tão fácil, é tão simples, nada exige mais do que uma ereção e vontade. Diga-se de passagem, que nem sempre vontade e sim necessidade, seja física, moral ou financeira. Ia esquecendo (depois eu respondo a segunda pergunta que eu fiz achando que vocês estavam fazendo). Esquecendo do financeiro. Não me conformo com a prostituição, cobrar por algo que é tão bom é desumano. Dever-se-ia pagar, mas que ninguém se atrevesse a receber por isso. Comercializar o corpo não é bom, bom é descobri-lo de vergonha e das roupas. Quanto à segunda resposta. Fui eu sim que fiz. Fui eu que bati nas teclas do meu PC de forma desesperada para não perder tempo e o “prazer” no raciocínio. Fique bem claro, no R.A.C.I.O.C.Í.N.I.O. Fica minhas palavras, sem motivo, sem justificativa e sem intenção de julgamento algum, seu ou meu, ao meu texto ou a mim. Eu finalizo tudo, dizendo que, “Se tudo que eu escrevesse fosse verdade, eu seria uma mentira!”.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Definitivamente, tudo nessa vida é “chato”. Mas, tudo também é “bom”

Todo final de tarde de domingo, é “chato”. Saudades, cansaço, programação de TV. O “bom” é a noite que chega depois da tarde, onde você pára pra repensar as burrices que fez no final de semana que termina depois daquele lanche no shooping no final de “tarde de domingo”. Toda viagem é “chata”. Fazer e desfazer malas, estrada, perigo, sol, chuva, poeira. “O bom é contar tudo que fez na viagem que você fez.” Conversas nas madrugadas são “chatas”. O dia chega, o sono incomoda a manhã, a tarde e até que você volte para a cama (onde a conversa não deixou você dedicar-se a ela completamente) continuará incomodando. O “bom” é acordar o amigo no outro dia com a cara amassada dizendo que não dormiu nada e se sentir feliz por isso. Trabalhar é “chato”. Ler, pensar, escrever, produzir algo que comprove sua habilidade. O “bom” mesmo é ser elogiado, reconhecido pelo esforço e dedicação. Ver seu colega todos os dias e muitas vezes ouvir seus problemas para você saber que não só você os tem. Sol é “chato”. Calor, protetor solar, boné, óculos de sol. O “bom” é ficar na praia vendo como as pessoas se divertem com os raios escaldantes de sol, cair no mar, ficar seco pra ter que voltar ao mar. Escrever é “chato”. As pessoas não lêem sempre, não prestam atenção nas entrelinhas e você perde o tempo que dedicou para redigir. O “bom” é quando alguém que você nunca imaginou diz que leu o que você escreveu, gostou e disse que voltaria a ler o que você digitar porque ela se satisfaz com isso. Definitivamente, tudo nessa vida é “chato”. Mas, tudo também é “bom”.

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

O quê?

Eu queira, hoje, escrever algo interessante para se poder ler e admirar. Mas, estou naqueles dias de “nada pra fazer, nada pra pensar, nada pra se entender”. / Sinto um cansaço que me incomoda. E olha que meu trabalho não me toma o fôlego de tal forma, nem sou um atleta de competições de grandes desgastes físicos. Que complicação é a vida, que dificuldade encontrar qualquer coisa que esclareça uma dúvida. Já estou cansado desse ceticismo. / Andei pensando nesse momento em oportunidades. Quando digo que andei, estou colocando o verbo na sua definição real de movimento. Caminhar 30 minutos até se chegar ao trabalho, quase que diariamente, me faz pensar e refletir. E isso tudo causa reflexos, no andar (que quase me atropelam às vezes) no pensar (que me sinto “outside me”) e principalmente no sentir as coisas (a moça da jujuba me parece tão “grossa” debaixo daquele sol escaldante, mas indiscutivelmente, é o sol que a deixa assim, acredito). / Abro um parênteses aqui. (A moça da Jujuba faz parte da minha vida intensamente e ela nem imagina isso. Engraçado não é? Ela nem idealiza que a quantidade de “doces” que ela me vende vale mais que o R$1,00 que eu pago. Quando eu a vejo, às vezes queria dizer: “OI moça que me adoça a vida!”. Mas, me deixa ficar em silêncio. Ela me parece tão “grossa” debaixo daquele sol escaldante) Fecho o parênteses aqui. / No pensar das oportunidades na minha vida, eu me vi pensando nas conversas que eu tenho no MSN e que as pessoas se fazem tão sinceras. Descobrir as necessidades do outro pelas palavras é um DOM, acredito nisso. Por que não acreditar? Têm amigas que me sentem. E eu me pergunto: “Como elas conseguem?”. / Dessas conversas, as poucas que me dão certeza de uma aproximação, dizem: Cee, abigo, Kafussah, Pessoa? Elas me interrogam assim. Alguns chegam, formalmente: Júlio? E a mais importante, ousa exclamar: Môh! (Ela não chama, ela diz que me quer ali claramente). Isso tudo é muito importante, por que das caminhadas, interrogações e conversas, poucos se fazem ser e estar. / Isso tudo eu escrevo sem saber o porquê de escrever. Como falei no início do “texto”, meu dia hoje se define em “nada” e meu cansaço ainda permanece aqui com uma vontade de devorar uma barra de chocolate (não tem nada haver a barra de chocolate, mas nesse momento foi a única coisa que me veio na cabeça e que eu teria o prazer de fazer). / Deixa-me ficar calado. Eu prefiro assim. Quando eu não tiver o que falar, tentarei não escrever para que você não chegue ao final do texto sem saber exatamente o que eu quis falar como eu estou aqui!

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Olhar e não definir!

Deixe-me ficar em silêncio...

Não há uma definição de nada, há apenas...

Apenas uma fotografia sem cor...

Deixe-me em silêncio!

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mãe, escuta...

Ela chama. Não, ela parou.. Ela continua me olhar longe, tão vagamente... Ela não parou, agora sim, ela parou... Falou!.. Não ouvi... Preciso escutar o som... Apenas o som que trás consigo aquele leve ar de sensibilidade... Não deu tempo... O tempo, Mãe, o tempo, Mãe, o tempo. Miserável tempo. Sempre se vai... Deixa-nos perdido, Mãe, calma! Não chora. Olha a frente... Ela está lá... Esperando, aguardando cansada... Ela não se foi, Ela continua lá! Ela olha por eles, Eles nos olham e perguntam... Ela não responde! Mãe, fique calma, Ela vai voltar, ela vai estar aqui... Não é verdade! Ela não vai voltar! Mãe! Olha pra mim, Eu menti... Perdão... Prometo nunca mais fazer isso pra ti. Mãe, eu fico! Espero o tempo, Dane-se miserável tempo! Eu espero o momento... Como aquele que se remete ao passado... Como o nosso que é presente... Não quero um futuro... Dá medo... Mãe, eu sinto medo... Estou sozinho... Ela não está lá, ela se foi de verdade, eu fiquei! Fiquei a esperar, a chorar, a lembrar. Fiquei a quase morrer... De saudade! Mãe, escuta!
OBS: VC pode ler as linhas itálicas ou negritas separadas! Mas, leia tudo!

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Que venham qualquer dia de almoços com sardinha... de sorvetes com gosto de sinceridade e conversas de autoajuda.... Que venham desabafos, lágrimas, sorrisos, gargalhadas, gritos, silêncio... Que venha o hoje, o amanhã... Que venham os anos e que tudo fique melhor que qualquer vinho... Acredito no tempo e no que ele proporciona... Acredito no real, acredito no fato e nos atos... Acredito que gosto... E que desde já agradeço por ser sentimental... Acredito na moral e no social... Acredito no "esculacho" e no "despaxo"... Na verdade, vou morrer acreditando que... Posso conhecer pessoas "indecifráveis, indiscutíveis, indefiníveis, inesquecíveis..."

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

João Paulo

Eu abro um espaço pra ele. Não qualquer pessoa, não mais importante, mas Ele, meu irmão, meu novo amigo, um pedaço de uma vida encontrada. /Não sou de poucas palavras e não irei ser até que meus dedos calejados parem de bater nas teclas de qualquer PC que eu encontrar neste mundo. Outra vez falei aqui: “Hoje, não tento mais resumir nada, eu digo que o bom mesmo é falar o máximo que puder de qualquer coisa, de qualquer momento e de poucas pessoas”. Pois então, está aqui uma das poucas pessoas. /Uma conversa qualquer, no meu quarto, ao som de Ed Motta (de quem sou fã) com meu irmão. Qualquer coisa definiria esse momento, para os olhos de quem o vê, um mero momento, uma supérflua conversa de irmãos. Mas, não, não foi só apenas uma conversa, a intensidade dela se deu no ambiente (meu quarto), no turno da conversa bem definida e na espera por ela, que duraram 25 anos. /Aquele lugar tão só meu passou a ser nosso, sentados no chão, como sempre sonhei que fosse um dia, com a intimidade de irmãos. Conhecemos-nos pouco, mas o bastante para dizer, remexendo nos CD’s, “você ouve coisa boa” – imaginem você esperar isso e ouvir como você realmente queria ouvir. Se estou feliz? Deixo para você depois que ler o texto definir isso. /No mesmo instante um convite, chinelos, shorts foram nossos trajes de gala, nada menos importante, não quaisquer pessoas, éramos nós e isso já bastava. Um jantar, boa conversa e lembranças. Risadas, quem poderia pensar que elas ficariam de fora? Mesmo com uma mente conturbada de pensamentos que não se definem, existe um espaço pra sorrir, não há um ser humano que não sorria de algo, de alguém ou de alguma coisa durante o dia, e eu sou humano. /Naquela noite, recebi os Parabéns de 21 anos (4 anos depois) atrasados, não menos considerado. Comi uma picanha dupla dividida a dois (mulheres comem pouco, com exceção). Não partilhei da cerveja, mas as acompanhei com uma COCA gelada, minha bebida (não só minha) preferida. (João, olha o cabelo de Vicente) Abraão ou Moisés (oh dúvida) dividiu o mar vermelho no cabelo de um amigo. E o culpado da história? “Prefere perder um amigo ou um irmão?” – Sem dúvidas eu diria... O Quê? /Pela primeira, ou segunda, uma carona. Devagar, sempre devagar, moto – indiscutivelmente – não é das nossas melhores lembranças. Mudemos de assunto agora, por favor. /Uma pergunta que eu não tive resposta certa, apenas outra pergunta para responder a primeira: “Vamos nos ver ainda nesse final de semana né?” – “Você quer?” (Perguntar ofende, incontestavelmente). Mais do que ninguém, eu queria. A resposta era: “Claro, óbvio, com certeza, sem dúvida”, e titubeei, quase perdi a oportunidade, mas, não perdi. /Enfim, entre perguntas e respostas “sem noção” - Quase a metade de um almoço. Antes de qualquer um, ouso tocar em algo, mas meu irmão toca em tudo antes de qualquer um (a piada ele entenderá, ou consumirá no seu prato posto a mesa). Sem formalidades, sem copos de cristais, sem nada especial, mas com um macarrão preparado para quem consome com prazer: É DE FAMÍLIA. Não é Luana (cunhada)? /Abro esse espaço para falar de alegria. Sem hora certa, por que para isso não existe lugar ou tempo definido. Eu precisava dizer que Amo, que me faz bem e que a vontade é que tudo aconteça como queremos e demos espaço para acontecer. Um abraço, indefinido, pra ser sincero, o melhor, o mais forte e mais verdadeiro. Eu queria tudo isso antes, mas tudo é como na vontade de Deus e não nossa. A partir daquele momento, um novo amigo, um velho (mais novo) irmão. Se formos dividir a quantidade de idas e vindas sem expressões ou olhares, eu diria que aquele abraço, subtraiu tudo, de uma forma infinitamente menor que qualquer partícula que se possa encontrar. /João Paulo, melhor falar de você antes de dizer qualquer nome, melhor reconhecer seu espaço do que qualquer outra coisa, melhor se dá em sangue do qualquer outra parte. /Eu ouvi: “Eu sempre quis ter um irmão” /Eu concluo: Prazer, me chamo (como queria me chamar) e esperei por isso 25 anos de minha vida!

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Eu vou mudar

Vou cortar o cabelo.

Vou usar aparelho.

Vou rasgar uma roupa nova e usar em outro estilo.

Vou comer fígado.

Vou dançar lambada.

Vou aprender francês.

Vou conhecer algum norueguês e aprender falar chinês.

Vou juntar latas e trocar por algodão-doce

Vou escrever um livro

Vou me atrever em um labirinto

Vou consumir alguma coisa nova

Vou gastar tudo que tenho em filmes de comédia

Vou alugar a moça das jujubas pra uma conversa sobre algo inteligente

Vou virar músico e gravar um CD de uma canção que diga: Eu te amo

Vou desfilar em um a escola de samba e dançar um tango

Vou gritar o nome de todo mundo que conhecer quando os vê

Vou comer arroz chinês de um cardápio em português

Vou ler um livro ao contrário

Vou ligar no horário mais caro

Vou comer só vegetal

Vou parar de ler jornal

Vou viajar pra Aruba

Vou conhecer o mundo no mapa

Vou atravessar a mata

Vou gritar

Vou pular

Vou fazer

Vou acreditar

Vou amar

Vou comprar

Vou fazer tudo e me arrepender de uma única coisa,

De não ter feito antes!

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

25/08/2009

Saber que vai acontecer algo e prever isso antes de ocorrer não é normal, tanto que, você passa a não acreditar em si e começa viver uma outra pessoa que não você mesmo.
Hoje, eu precisei ouvir coisas que me fizeram ter certeza que eu não estou bem, que eu não estou sendo o que eu sempre fui, das poucas palavras eu lembro - “Você precisa se enxergar, você tem 25 anos e você não está sozinho” – aquilo me veio atordoar numa caminhada debaixo de chuva, onde o meu guarda-chuva, inconscientemente, não estava muitas vezes sobre minha cabeça.
Eu sinto muita falta de mim mesmo e das pessoas que amo, não por estarem longe, mas por estar precisando delas mais do que pensava que precisaria um dia. Eu sinto que vou perder tudo, não perder por completo, não “possuir”, mas ser talvez seguido de um segundo plano, de uma segunda forma, de um segundo lugar ou mesmo, de uma segunda confiança (se não entenderem, deixa, eu entendo o que quero dizer)...
A ajuda que preciso hoje, não é somente de correr aos braços de alguém e me sentir protegido, mais do que isso, eu preciso de uma certeza que me incomoda, afinal, nada é certo, como nada é completo, como nada é 100%, então nunca a terei.
Passando por meus álbuns de fotografias, eu percebi que a quantidades de risos, divididos ou subtraídos pelas minhas lágrimas hoje, estão no mesmo nível de intensidade. Não que eu busque isso, mas elas insistem em cair, e isso machuca muito, machuca por que na verdade eu queria paz, não aquela branca, de bandeirinha na mão e lágrimas de fé, mas uma paz que me traga um abraço, um carinho e uma frase dita de verdade: EU TE AMO!
Eu não deixaria isso morrer assim, eu não deixaria nada morrer se fosse consciente do que estou fazendo. Ando buscando respostas que não chegam, talvez por que eu as busque demais, é necessário deixar as coisas chegarem da forma que elas desejam chegar. Aprendi isso em um livro. (querendo ser inteligente)
Vamos parar e refletir em alguma coisa, na verdade, quem precisa parar sou eu. Parar de chorar, de lamentar, de talvez me culpar, e principalmente de preocupar, não que eu queira ser o centro, mas algumas pessoas dizem, “Você está mal eu também estou”, e eu acredito nisso quando olho nos olhos e nos lábios delas.
Eu preciso dizer que, apesar de tudo, eu AMO vocês, e não tenho nenhuma pretensão que me amem com a mesma intensidade, apenas me amem e isso já me faz bem.
Obrigado, desculpas...

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ele pede...

Meu coração dói, e eu não sinto isso de qualquer forma ou de qualquer jeito, imparcial e marginal. Eu sangro, como se algo tivesse cravado seu último centímetro nesse peito com poucos sentimentos, mas com muita intensidade.

Meu coração ama, e a forma mais complexa de sentir isso é com as lágrimas. Eu faria o mundo parar, para o tempo parar e meu coração não amar. Amar é ruim, mas, incontestavelmente, é a melhor forma de ser feliz.

Meu coração sente saudades, não daquelas saudades de coisa alguma, é aquela saudade viva de algo que não tive, que perdi e que ainda vou ganhar. Eu trataria do meu coração com um abraço, com um olhar ou simplesmente com uma imagem sem foco de uma janela por trás da tempestade.

Meu coração chora, chora tanto que eu não tenho lágrimas. Chora de uma forma que eu sinto a necessidade de parar. Poderia enxergar tudo próximo sem uma imagem conturbada pelas lágrimas, mas evitaria ver tudo com um coração livre, limpo e pronto para chorar mais uma vez, dessa vez, buscando a felicidade. Por isso, ele chora.

Meu coração é louco, louco por querer amar sem noção, sem senso e sem calma. A agitação de um filme de ação não traduz o palpitar no meu peito de um coração sem paz, sem linha, sem ele mesmo.

Meu coração morre, da forma que se diz, morre de morte morrida. Ele não tem culpa de estar falecendo de algo que ele não sabe, o coração é algo tão burro, que ele prefere morrer a reconhecer o erro de estar suicidando-se. Morrer não é tão ruim, eu sinto isso, viver essa morte é que... (deixo livre a continuação desse parágrafo).
Meu coração pede: um remédio para a dor, um limite para o amor, uma morte súbita da saudade, um lenço de papel para enxugar as lágrimas, juízo e por fim ele pede VIDA!

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Williams Beetowe

E aí Beetowe?

Talvez um dos melhores, ou o melhor, mas o único que possui uma particularidade de respeito, compreensão e consideração tão dele. Um amigo, que não foi o tempo que disse que ele era meu irmão, mas seus atos.

È incompreensível conhecer as pessoas em tão pouco tempo e elas tomarem um espaço tão grande na sua vida. Beetowe (ou Beetówe, como prefiro chamar) me fez refletir sobre o ser e ter, ser e não ter e, principalmente entre o não ter e ser.

A vida me deu percas e eu encontrei no abraço e nas lágrimas desse meu “irmão” uma compaixão enorme de alguém que sente o que você sente tentando abrandar o que na verdade, só o tempo aliviará. Quando falo em perder, não digo no sentido figurado ou como dizem os mais cultos, metaforicamente, eu perdi no sentido real da palavra, sofri prejuízo, danos, deixei de ter.

Outro dia, eu quase perdi de novo, e a dor de perder algo que escorre de suas mãos é maior que a dor de perder algo que tiraram de você. Eu ia perdendo algo que passei três anos pra ter, que nunca tive pra ser sincero, conquistei, e a conquista se faz através do dia-a-dia de uma divisão de risadas, medos e comidas. (abro espaço para meus emoticons ¬¬ ).

O coração que bate, sente, sente ao ponto de fazer você não aceitar a dor de não ter as conversas, as risadas e o abraço, esse que diz, “caramba, sou teu irmão”. Mas, se existe algo em que acredito e usufruo disso, é a COMUNICAÇÃO.

Abrindo um parênteses para mim, digo que, a escolha do meu curso não foi economicamente pensado, mas, uma dádiva escolhida.

Depois de tudo, a conversa, o abraço e as escolhas. Hoje, não tento mais resumir nada, eu digo que o bom mesmo é falar o máximo que puder de qualquer coisa, de qualquer momento e de poucas pessoas.

Para se conhecer as pessoas e poder falar algo delas, é necessário conviver para saber o tamanho do seu coração, é preciso sentir e para valorizar um amigo é preciso reconhecê-lo como tal. Dessa forma, a gente ama de graça, sem pedir nada, no máximo, uma conversa ou um ouvido aberto.

Para a maioria das pessoas, um lugar apropriado para se buscar a felicidade é onde os sorrisos inflamados de alegria fazem a sua valsa para a fortuna. Para a beleza da vida, eu busco nas pequenas coisas e encontro nos “piores” momentos minha formação intelectual e emocional.

Um dia eu ouvi de um amigo que, eu teria que ter força pra suportar, e eu aprendi que as lágrimas aproximam as pessoas, por que nelas está a verdadeira prova de um coração aberto para dividir.

Um dia eu ouvi de um amigo que uma parede estava próxima de uma cabeça-baixa (eu entendo do que eu estou falando aqui, desculpas), e não deu tempo de se chocar. Não deu tempo, porque a mente do homem trabalha para o prazer e não para a dor.

Quando um dia eu não tiver mais o presente, guardarei as lembranças, um retrato e com certeza o tempo. Não usarei de ampolas, elas se quebram e jogam o que diriam que é “tempo” pelo ar. Eu guardarei na memória, onde enquanto o “tempo” não levar, ela continuará intacta.

Para a pessoa que me apoiou e que está do lado, como diria Vinicius de Morais: Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo.” Meus pensamentos, minhas palavras, meu sangue!

César

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