sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Caio César

Uma conversa platônica

Engraçado como o mundo move-se ao seu redor e você nem percebe, pois a sua ainda frágil criatura está tentando se adaptar a um mundo que é tão seu quanto foi, é, e até que eu volte ao pó, será meu.

Considero-te meu novo amigo, não desses novos companheiros que se diluem no ar, mas aquele que a gente sente que é pra sempre e sabe que podemos contar, nem que seja pra comer do bolo de aniversário de um aninho de idade que você será o anfitrião da festa e mesmo assim não terá noção do que é aquele barulho que te incomoda tanto. Se eu fosse tentar te explicar a algazarra que você escutará, eu diria que são os amigos que impuseram como seus naquele momento.

Você me perguntaria: Impuseram?

Eu responderia: Sim

Você nem imagina a ideologia, conjunto de idéias, pensamentos, doutrinas que rege nossa presença nesse planeta. A escola, lugar onde você amará ou terá repúdio para o resto da vida, dirá a você o que é certo ou errado no seu papel na sociedade como estudante, a igreja dirá o que é sensato ou insensato na sua posição de cristão e até seus pais (pois é! não se decepcione) dirão o que você deve ou não fazer enquanto filho, e o engraçado de tudo isso é que muitas vezes se sentirás um objeto, digo-te, é normal. Te assustei? Não era minha intenção como seu novo amigo (isso imposto por mim), amigos aqui na terra quando são de verdade servem para isso, você ainda terá um melhor amigo que você mesmo o irá definir como tal, nisso você é livre.

Aqui na Terra, não existe pessoas perfeitas, acredite, o ser humano vive uma luta diária para sobreviver ao pecado que assola nossas mentes. Pecado? Explico. Olha só, você um dia inconscientemente falará um pouco mais alto com seus pais e a primeira coisa que você escutará vai ser: “Caio isso é pecado”, ou seja, você fez algo que por algum motivo não deve ser feito. Entendes?

Quanto a perfeição, não cresça por minha culpa achando que tudo é falho, pois não foi isso que quis dizer. Na Terra, não existe a perfeição, mas você ouvirá falar de uma força maior que nos criou e ele sim foi perfeito em tudo que fez. Irá respeitá-lo e agradecer cada dia que ele te dá para você cumprir sua jornada. Pode chamá-lo Deus, o poder da palavra você não definirá nunca, mas sentirás dentro de ti.

Quando você chegou o mundo parou, não bem o mundo, exagerei, mas algumas pessoas, estas que farão parte do seu elo familiar. Mas o que é família? Bem, é um grupo de pessoas que você chamará de Pai e Mãe (os maios importantes de nossas vidas), avós, tios, primos até que não venham seus irmãos e futuramente sobrinhos, seu eu me prolongar mais um pouco você ainda ouvirá falar de cunhados, genros, noras, e isso te trará uma dor de cabeça enorme. Muitas vezes eles te farão sentir injustiçado e abandonado, mas isto não acontece, como todo ser humano você sofrerá um mal da insatisfação, mas tente de hoje superar ou mesmo controlar isso. Depois te ensino, já tenho umas tácticas.

Não posso esquecer-me de dizer que você terá momentos inesquecíveis e os chamará de “Os melhores dias da minha vida” e uma verdade que não deve ser ocultada é que eles só acontecem uma vez e nunca mais voltam da mesma forma, então, aproveite, se está feliz sorria, grite e dance se quiser (lembre-se você é livre para algumas coisas), o que menos importa é o que as pessoas irão pensar da sua felicidade, mas sim o que você está sentindo.

Uma das grandes questões que te fará perder noites de sonos vão ser as decisões que irás tomar: Qual time torcer? A quem vais pedir permissão (entre seu pai e sua mãe) pra fazer algo? Qual curso quer fazer na universidade? Com quem vai casar? E a pior de todas: Quem sou eu? E para essa questão você terá muitas respostas. Abro-lhe algumas delas. Você será o Caio (até que não perca esse nome por outro que muitos ousam em chamar de carinhoso e que você aceita por na maioria das vezes por educação) dos seus avós, da tia Aline, das primas que te acham o máximo (cuidado no orgulho), dos amigos que serão importantes para ti e das pessoas que se preocupam com você.

É tudo muito complicado, o ser humano é falho e você vai se reconhecer, afinal é um de nós.

O último conselho que eu te dou, como seu amigo que ainda desejo ser, é que você não se preocupe, tudo acontecerá no momento exato e saberás lhe dar com cada situação.

Aproveite hoje, os mimos que te dão cobrando de ti um sorriso, o colchão e as roupas perfumadas cuidadas por sua mãe, as horas disponíveis de sono para seu descanso. Mas, imprima tudo isso em sua mente (mesmo sabendo que é impossível para você fazer isso), pois como eu já te falei, irá ter momentos inesquecíveis que você os chamará de “Os melhores dias da minha vida” e estes são um deles.

Júlio César Araújo

27-09-2008

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domingo, 21 de setembro de 2008

Até uma aula de TEORIA DA COMUNICAÇÃO é motivo para uma foto!

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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

"Neste meu coração não há nada, pois a saudade ocupa o espaço que eu daria as coisas que seriam importantes se ELA não existisse dentro de mim!"

Júlio César Araújo

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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Linha de palavras desalinhadas

Madrugada.

O sinal,

Apagou.

Luzes

Enfraquecidas.

Solidão,

Minha,

Sua.

Penso,

Vazio.

Sono.

ELA,

Desperto,

Abandono.

Boa Noite?

Bom Dia!

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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Apresento-lhes uma descon(TEXTO)alização

A maioria das vezes que paramos pra pensar em nós mesmo é tão rara, que quando fazemos isso chegamos a nos desconhecer. Eu não sabia que eu era capaz de pensar em desistir, de sumir do lugar onde estou e procurar viver como alguém que busca o que nunca vai encontrar. E hoje parando pra refletir sobre o “eu”, senti isso!

Não tive uma semana das melhores, isso, graças a “SAUDADE”, sentimento que nos mostra o quanto somos ligados as coisas que não percebíamos ser (fui ousado, tentei definir algo impossível).

Por algum instante, cansei de tudo que tenho e queria quebrar em minha mente um elo que tenho com o passado. Mas, o que eu seria sem ele? O passado é a base de tudo, dele trago as lembranças que rio na rua (sozinho), trago para o presente a imagem do que nunca mais vou ter... Nesse momento, o presente me parece tão meu, mas me foge no instante que eu seguro, tentando vivê-lo inconseqüentemente sem perceber que firo alguém que me ama e me acompanhará no futuro que será nosso, pois somos um em dois.

Se tivesse a oportunidade de escolher onde está nesse momento, eu iria pra lugar nenhum, é ilusão correr para onde você será sempre você. Prefiro ficar na frente do meu PC, vendo as janelas de mensagens instantâneas do MSN chamando. Sinto-me importante, por ver que nesse instante alguém quer saber “Como eu estou”?

Uma das melhores coisas que me ocorreu nesses dias de manhãs, tardes e noites de mesmo tom, foi a impressão de está fazendo uma aventura, indo para um lugar que não estava nos planos a 1 (um) segundo atrás, até que o celular chamasse desesperadamente ao som do LS Jack – Sem Radar.

A maior de todas as loucuras foi tentar redigir (digitar) o que nem eu mesmo sei o que se passa em minha mente... Isso me deu um ar de loucura e culpa, por não saber ao menos o que as palavras no idioma que "domino", dizem no TEXTO que eu mesmo produzi.

Tentando definir o que sinto e o que sou, cheguei a uma conclusão: Sou o que ninguém quer que eu seja... Sou a metade do que nunca fui... Mas nunca serei o que pensam que eu sou!

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

"Os traços de cores são linhas imperfeitas... perto da perfeição que o branco é ao lado do preto!"

Júlio César Araújo

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sábado, 31 de maio de 2008

Lindo - Perfeito – Odiado

OBS: Assistam ao vídeo, dessa forma entenderão o que meu texto humildemente quer expressar.

Liberdade de expressão é o direito de manifestar opiniões livremente. Tudo bem. Temos esse direito, mas nem sempre são corretas as nossas expressões e para isso eu recorro a “ditadura pessoal”, onde busco saber o que devo ou não fazer, meio que por obrigação mesmo.

Vendo esse vídeo, chorei, afirmo mesmo, chorei. Chorei por que todo homem é livre para chorar e quando meu pai dizia que meninos não choram talvez ele não tivesse a idéia real do que é ser um ser humano (Pai, desculpas, peguei pesado aqui com você).

As imagens são lindas, até mesmo porque a protagonista da história “era” ou “é” linda (ela parece mais viva do que nunca), se fosse eu, talvez muitos não tivessem essa opinião de beleza (mais desculpas, agora a vocês, brinquei com coisa séria). O vídeo é incontestavelmente lindo.

O vídeo é perfeito, recursos bem utilizados, música bem posta e ligada à imagem, isso faz com que paremos e prestemos atenção. Muitos afirmam, uma imagem vale mais que mil palavras, mas o que é uma imagem sem palavras? Pergunto-me. Isabella seria Isabella, sem essas músicas? Sem as belas palavras? Não, não seria. Por quê? Lembre-se, nossa mente é manipulada pelo exterior (aprendi isso nas aulas de teoria de comunicação) e todo o conjunto, do vídeo, nos faz ter mais dó, pena ou comoção (usem o sentimento que vos é de direito).

Mas, nisso tudo não posso ser hipócrita e dizer que amei tudo que vi. Pois bem, EU NÃO GOSTEI, na verdade ODIEI e tenho meus motivos para isso.

Já perceberam a invasão na intimidade dessa criança? Já imaginaram que ela não está viva para ver os milhões de brasileiros que “ama” ou que na verdade sentem só pena, pois ninguém hoje trocaria de lugar com ela para ser jogado de um edifício ou trocaria? (isso seria pra mim uma prova de amor e eu acho que não amo).

O que me faz ser uma ínfima parcela de tudo nesse grande meio é não concordar que usem as imagens como bem entenderem, que não concorde com a falta de privacidade que a mãe está sendo “obrigada” não ter, pois para a mídia (como sempre a grande culpada para os que não se assumem curiosos) o que importa é o fato, que vira notícia, que vai ser uma reportagem e talvez um livro, não esquecendo do cinema, já que nosso país avança nesse setor. Não me assustarei quando estiver indo ai cinema assistir: “Isabella, um caso de amor e ódio” – o titulo deverá ser esse, afinal, amor é o que a mãe sentia, ódio foi o que pai sentiu, quando fez o que fez (vejam bem, não estou acusando ninguém, A TV, Rádio, e todos os meios impressos dizem isso por mim).

Vocês devem está me amando (pois poderei está falando o que vocês desejariam) e não estarem gostando (odiar é um sentimento de pessoas fracas e eu fui e sou fraco quanto ao vídeo), mas desculpa, eu posso ter liberdade de expressão?

Pois bem... Ratificando ou retificando opiniões, o que sinto por todo esse caso (ou espetáculo) é isso, e não estava agüentando ficar calado, por isso usei meu blog, o pronome possessivo me dá liberdade de usufruí-lo como posso e devo. Não quero ser formador de opiniões, quero opinar, e se sentirem necessidade disso...

Comentem...

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quinta-feira, 15 de maio de 2008

A notícia como meio de saber a “verdade”?

No século da informação, como é intitulado o período que vivenciamos, somos bombardeados diariamente por milhares de notícias, através de todos os meios de comunicação de massa, internet, jornal impresso, TV e tantos outros que possuem o poder de informar.

Mas, será que somos bombardeados com a verdade dos fatos, ou os meios utilizam do poder que possuem para manipular o nosso pensamento e nos impor uma opinião?

Padrões de manipulações são estilizados pelas empresas que detêm o poder de informar e boicotar as informações. Ocultar, inverter, fragmentar, são meios pelos quais empresas encontram para individualizar o fato, e por existirem na notícia, muitas vezes não explicitamente, merecem atenção e discussões. Essas empresas que são detentoras do poder midiático, classificam os fatos, e os dividem em particularidades ou aspectos, selecionando os que apresentarão ou não ao público.

A influência que a agência exerce na notícia, segue diversos fatores: influência econômico, investimento direto (onde a propriedade de um meio de comunicação determina tendenciosamente no conteúdo adaptando-se aos interesses do proprietário), investimento indireto por meio da publicidade e serviços (as empresas possuem influência nos fatos noticiados, através das pressões exercidas quanto a responsável pela veiculação da notícia) e a influência Política (conivência entre partido no poder e a mídia), exemplo no Brasil, o boicote a notícia das Diretas Já, que foi substituído por um show de mensagens comunistas. Isso deixa claro, a conivência da Rede Globo e o Partido político ditatorial.

Um número infinito de acontecimentos ocorre no mundo no momento que transcrevo esse texto, mas faço parte de bilhões de pessoas que entre tantos, conhecerão de forma ínfima alguns desses fatos, já que nem tudo pode ser noticiado, seja pelo tempo, espaço ou linha editorial, motivos justificáveis pela imprensa.

Na verdade, é injustificável a manipulação dos fatos que nos chega através de todos os meios, pois, o dever do jornalista e dos meios que nos comunica é mostrar a verdade, de forma objetiva, despertando-nos crítica sobre o assunto. A linha editorial limita o nosso conhecimento, já que o direcionamento do fato a um ponto específico limita-nos a uma visão unilateral. O nascimento de um animal raro terá mais importância do que a cura para certo tipo de câncer, dependendo dos interesses da revista.

Mas o profissional responsável pela comunicação entre fato e o público, o jornalista, são pacientes dessa conjuntura nessas corporações midiáticas. Essa questão ainda é debate ente tantos jornalistas que já foram e ainda são vítimas dessa manipulação, e que vêem os novos profissionais sendo passivos a esse fator. Através dessa monopolização da notícia, os profissionais se vêem cada vez forçados a interagir com esse mundo da “verdade” manipulada, deixando de lado a credibilidade e muitas vezes a confiança que é depositada no profissional.

Tudo que lemos, vemos e ouvimos, merece atenção e poder de crítica para podermos distinguir o que é verdade do que não é. Através de uma leitura crítica, de um entendimento maior da estrutura que é a mídia e o poder que ela exerce, abrirá espaço para diversas opiniões de informações para se chegar a um resultado final.

E nós, o que somos? Enquanto expectadores. Perto de toda essa estrutura que afeta a verdade que nos é de direito, que somos obrigados a aceitar o que nos é imposto, nos deixando exteriores ao mundo em que vivemos. Estamos fadados a saber a verdade quando estivermos diretamente ou não ligados ao fato, quando formos os atores principais do espetáculo que é a notícia.

Qual a verdade do caso Isabella? Que durante três semanas parou nosso país em frente às revistas, jornais e a TV (claro) meio com maior audiência no nosso país. O espetáculo midiático, levou ao limite suas várias formas de apresentar a notícia, que se tornaram artigos, reportagens, crônicas e não se limitará a isso, como podemos observar. Mas, e a verdade?

Passei dias sem TV (motivos não-publicáveis), mas na internet, através dos sites e orkut, tive um acompanhamento da ocorrência e opiniões gerais sobre o caso. Amigos orkutianos, possuem em seus álbuns pessoais, fotos de uma criança, que na verdade, vim descobrir depois de ver em um site de notícias, que é Isabella. Mas o que os leva a homenageá-la? Já que tantas crianças são ou já foram vítimas e não possuem um espaço maior que o funeral na rua tal e no cemitério fulano de tal. A mídia é resposta?

Ficamos perplexos com tantas posições que a imprensa toma devido aos seus interesses. E é surpreendente como a sociedade assimila e interage com essas formas.

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Pensamento!

Você já passou alguma vez por um momento que trouxe à tona instantes de sua vida?

Pois é, isso aconteceu comigo hoje.

Voltando da Universidade, passou por mim um menino no sinal de trânsito que parecia incontestavelmente comigo, quando tinha a mesma idade que ele aparentava ter, 10 anos.

Então, lembrei de mil coisas que fiz e que também deixei de fazer porque era proibido e pecaminoso, segundo meus pais.

Lembrei:

Da “LANCHEIRA” do Sérgio Malandro (o qual eu era um fã incondicional), com biscoitos e a famosa vitamina de banana da D. Lourdes (minha mãe) que não poderia faltar na hora do recreio.

Das corridas apostadas, que eu nunca ganhava.

Dos apelidos por causa da falta de tecido adiposo no meu corpo (caveira?)

E dos amigos? Sinto saudades sim, mas não tanto quanto sinto dos de ontem (quando eu era adolescente).

Dos títulos de inteligente, que hoje sei que não eram verdadeiros.

Dos bilhetes de paquera quando ainda tinha 12 anos

E as “viagens” para o sítio? Duas bicicletas para os 4 amigos. Quem levava? Eu não podia com ninguém como sempre, mas tentava.

Das vezes que meu pai, colocava-me para dentro de casa, pois jogar na rua era coisa de “maloqueiro” (até hoje não sei o sentido real dessa palavra para ele).

Das lágrimas derramadas porque roubavam meus brinquedos e me batiam também.

Da festa na casa do vizinho, onde estaria todos os amigos, mas minha mãe não deixou ir, porque eu não deveria ser amigo dele. (Motivo? Até hoje desconheço!)

E qual idéia fixa está na minha mente hoje? Você deve está se perguntando. ???

Vou responder:

Senti a necessidade de ter alguém pra me achar de herói.

Para me chamar quando tiver na maior aventura da sua vida (desbravar o quarto escuro).

Para me seguir os passos perguntando por que não é do meu tamanho

Para cavalgar nas minhas costas e sorrir, quem sabe até gritar “Upa Upa”

Para me deixar cansado o dia inteiro, porque insistiu de ficar comigo no horário do meu descanso e eu aceitei.

Para me trazer paz, realização, tristezas e decepções (porque não? Ninguém é perfeito).

Hoje, quando vi o garoto no sinal, senti a necessidade enorme de ser...

PAI!

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Amizade

Você sabe que uma amizade é verdadeira quando:

Você briga e depois faz as pazes

Você divide o lanche mais gostoso

Você assiste ao pior filme e o acha legal porque algumas pessoas estavam lá

Você perde o seu nome de batismo =] (Chico, pimpim, Kafussah, Diva, Inhambre, Wel del ciele, Dani D.)

Você ganha os maiores companheiros de rodízios de pizza

Você pega carona a pé de volta da Universidade

Você fala errado e todo mundo acha lindo: Barctéria (bactéria), Bolsa Nova (Bossa Nova) e até Elvis canta: “Para bailar la bamba!”

Você é discriminado porque vai muito ao banheiro e toma muita água

Você sabe que Melissa é a marca de uma pessoa que já é uma Melissa em si

Você sabe que seu amigo que usa Colcci e Coca-cola Company compra nas promoções

Você nunca comeu “Inhambre” e seu amigo diz que você come

Você não é convidado para um jantar que vai ter vinhos e chocolates

Você escuta que “bombar” é necessário até nas segundas-feiras

Você tem que tomar menos banho, ler no escuro e até comer cru para economizar

Você é pego no flagra “roubando” celular na casa de seu amigo

Você se humilha para uma conferência no OI 31 anos nos finais de semana

Você divide suas bolachas na sala porque os amigos carentes não têm

Você sabe quando uma amizade é verdadeira quando:

Você sabe que tudo isso vai passar, mas que você terá a certeza que um dia tudo isso existiu em sua vida!

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domingo, 30 de março de 2008

Para tu que és a razão de tudo que sou!

Vocês devem está interrogando-se:

Quem é essa mulher que trás no olhar um misto de sensibilidade?

Que parece tão agressiva quanto à doçura que seus lábios exprimem?

Quem é ela? Quem é?

Que tira, com um beijo, a órbita do homem que a ama?

Que Faz das mais cálidas noites, as melhores?

Que pede de uma forma irrecusável um sorriso

Que é a razão de uma luta

A força de uma batalha

Quem?

Eu sei que vocês perguntam e continuam a se perguntarem?

Quem é ela que merece uma pausa para ser ouvida

Linhas para ser definida

Que merece horas para ser admirada

Porque?

Porque ela, não eu?

Muitas mulheres se perguntam!

E com um tom de desafio interrogo-as:

Quantas de vós me esperam semanas para dizer que até meu cheiro de suor é bom?

Quantas? Dizem que forma, não significa beleza?

Quantas de vós? Buscam o melhor no que os olhos não conseguem distinguir como tal?

Então... Sinto nesse momento suas vozes calarem!

Escutem, o que os ouvidos não ouvem,

Sintam, o que a pele não pode tocar,

E dessa forma, vocês descobrirão o amor...

E poderão escrever para a pessoa que ama verdadeiramente o que sente...

Para você... Que é a resposta das interrogações alheias e a base das minhas respotas...

Te amo!

Autor: Júlio César Araújo

Inspiração: Ilma Karla

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quarta-feira, 26 de março de 2008

O material como valor de uma sociedade decadente.

Buscando entender a sociedade no século XXI e todas as transformações que ocorrem em nosso meio, é necessário entender que tudo aconteceu em processos lentos e cada conquista aquietou o pensamento humano quanto ao seu eu e sua função como ser pensante.

O homem conseguiu fazer máquinas (que seriam sua preocupação futuramente) já voou e de tal forma chegou a lua, as mulheres conseguiram seus “direitos” com o derramar de seu sangue, no nosso país, já tivemos direitos corrompidos por pensamentos ditatoriais (que ditava uma moda de atender o que não era necessariamente correto ser atendido).

A força dos primatas para a caça é questionada, segundo pesquisadores, o prato principal da cadeia alimentar eram nossos parentes mais próximos. Deus já existiu em Gênesis, mas já quase não se ouviu falar nele em Roma. O amor fez com que Adão amasse Eva, e Bush faz de conta que não existe essa palavra no seu vocabulário (Love = Poder).

A sociedade possui uma fórmula fácil de acreditar e desacreditar, de lembrar e esquecer mais rápido ainda, de dar e negar, de ver e não querer enxergar. Como disse Paulo aos I Conríntios 6: “Todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas nos convém”, no momento que a igreja (Conríntios) esbaldava-se na perversidade. Contextualizando, a violência, a sexualidade explícita, o adultério, a falta de amor e de Deus, é “permitido”, mas é nosso papel subjugá-los e filtrá-los em nosso interior.

Os valores dados em meio às classes sociais são diversificados, pois um pensamento conjunto é formado e esse passa a ditar uma regra em uma divisão social imposta pelo próprio homem. A violência, não é um caso apenas financeiro, mas educacional, a ferocidade não se liga aos limites impostos por uma lei, mas passa a existir na deficiência educacional imposta pelos pais no lar. O crime, é apenas uma das mazelas que a falta de oportunidades restringidas a um cidadão, pode causar.

Com o padrão de vida muitas vezes imposto pelo círculo vicioso da economia mundial (ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres) a proliferação de seitas cresceu. A busca por resultados para o desemprego, falta de amor na família e tantas outras mazelas que assolam o homem, fizeram esses “clubes da salvação” buscarem formas de ajudar e reciprocamente serem ajudados.

Deus, já não ocupa o espaço exato de divino e dono de todas as coisas, até mesmo por que a culpa de tudo está muitas vezes pelo seu “esquecimento”, já que sendo pai, as barreiras impostas não devem ser sentidas pelos seus filhos, é o que achamos. Deus é apresentado como um ser que recrimina, censura, repreende, mas Deus é na verdade o que somos e o que fazemos por ele.

A sociedade cada vez mais ligada ao seu eu, como ser único e possuidor de todos os direitos ilimitados, tenta se estruturar em formas cada vez mais capitalistas. O consumo é um princípio de felicidade, regrada ao poder de possuir e usufruir o que nem sempre é necessário.

Do consumo nasce uma via de pensamento materialista, em pleno século XXI, muitas são as filosofias de vida existentes, muitos são os exemplos do século passado e cada vez mais somos “bombardeados” com imagens da nossa sociedade, que nos deixam confusos, pelo fato de serem meros paradoxos. Como exemplo: Um jovem de trinta anos com um belo iate em Búzios e ao senhor que deambula pelas ruas, procurando restos de comida já ressequida e em degradação, nos nossos caixotes do lixo. É que, por detrás das tão belas aparências, muito está escondido.

Quando olhamos para os meninos e meninas bem vestidos, a primeira palavra que nos vem à boca é Elitistas! Ricaços! Exibicionistas! Talvez não nos vistamos da mesma forma porque não o queremos, ou apenas porque não temos dinheiro para tal. Se somos monetariamente ricos, não podemos deixar de exibir os nossos relógios da Boss e a mala da Louis Vuitton! Se somos monetariamente pobres, tentamos encontrar roupas que se assemelhem às deles e fazer marcação cerrada aos saldos, para não nos sentirmos tão marginalizados.

Se somos espiritualmente ricos, somos ignorados, marginalizados e rotulados como “mauricinhos e patricinhas”, apenas por termos uma riqueza diferente dos outros e conseguirmos subir na sociedade por mérito próprio. Surge uma dúvida: O que devemos ser?

Aproximadamente cerca de 75%, dos jovens da nossa sociedade, são extremamente afetados pelo consumismo e pelo materialismo, de modo a que provocam acesas discussões para com os seus pais, por estes lhes negarem a compra de um determinado bem (declarado por vezes inútil) e que não só tem um preço bastante elevado, como fará com que o jovem em questão se torne ainda mais dependente deste problema que cada vez mais afeta a nossa sociedade.

Os meios de comunicação são fatores importantes para a proliferação desses pensamentos. A TV tem sua forma de apresentar e persuadir o seu telespectador para o consumo desenfreado de utilitários que facilitam de alguma forma nossa vida.

A televisão é o maior veículo de lazer e informação da nossa sociedade. Penetra na intimidade cotidiana de cada indivíduo de uma forma tão absoluta que, é capaz de influenciar e modificar seus hábitos, seu comportamento, sua linguagem de maneira indubitavelmente forte.

Esse veículo de lazer e informação tem como produto o programa, este, mais do que distrair objetiva "vender valores e atitudes" (Hoineff). O maior fator de preocupações na sociedade é a anulação de pensamentos e opiniões referente ao poder de escolha. A modernidade que exige a compra de produtos de alta tecnologia faz com que cada vez mais as pessoas interajam com esse meio de comunicação, que determina valores e influencia praticamente todas as atitudes da geração moderna.

Desse modo, o conceito humano para as ações que não estão nos padrões comportamentais, é uma incógnita, pois conceituar é mais do que definir, é representar de forma real uma dada opinião. O interesse da televisão é que o público aceite e perceba o que ela veicula e dessa forma se torne um ser clássico por um juízo modelado.

Valorizar é tentar não perder a essência daquilo que ainda está em suas funções possuí-lo. Desvalorizar é não dá estima aquilo que talvez pelo seu meio, não é necessário possuir.

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