segunda-feira, 31 de agosto de 2009

João Paulo

Eu abro um espaço pra ele. Não qualquer pessoa, não mais importante, mas Ele, meu irmão, meu novo amigo, um pedaço de uma vida encontrada. /Não sou de poucas palavras e não irei ser até que meus dedos calejados parem de bater nas teclas de qualquer PC que eu encontrar neste mundo. Outra vez falei aqui: “Hoje, não tento mais resumir nada, eu digo que o bom mesmo é falar o máximo que puder de qualquer coisa, de qualquer momento e de poucas pessoas”. Pois então, está aqui uma das poucas pessoas. /Uma conversa qualquer, no meu quarto, ao som de Ed Motta (de quem sou fã) com meu irmão. Qualquer coisa definiria esse momento, para os olhos de quem o vê, um mero momento, uma supérflua conversa de irmãos. Mas, não, não foi só apenas uma conversa, a intensidade dela se deu no ambiente (meu quarto), no turno da conversa bem definida e na espera por ela, que duraram 25 anos. /Aquele lugar tão só meu passou a ser nosso, sentados no chão, como sempre sonhei que fosse um dia, com a intimidade de irmãos. Conhecemos-nos pouco, mas o bastante para dizer, remexendo nos CD’s, “você ouve coisa boa” – imaginem você esperar isso e ouvir como você realmente queria ouvir. Se estou feliz? Deixo para você depois que ler o texto definir isso. /No mesmo instante um convite, chinelos, shorts foram nossos trajes de gala, nada menos importante, não quaisquer pessoas, éramos nós e isso já bastava. Um jantar, boa conversa e lembranças. Risadas, quem poderia pensar que elas ficariam de fora? Mesmo com uma mente conturbada de pensamentos que não se definem, existe um espaço pra sorrir, não há um ser humano que não sorria de algo, de alguém ou de alguma coisa durante o dia, e eu sou humano. /Naquela noite, recebi os Parabéns de 21 anos (4 anos depois) atrasados, não menos considerado. Comi uma picanha dupla dividida a dois (mulheres comem pouco, com exceção). Não partilhei da cerveja, mas as acompanhei com uma COCA gelada, minha bebida (não só minha) preferida. (João, olha o cabelo de Vicente) Abraão ou Moisés (oh dúvida) dividiu o mar vermelho no cabelo de um amigo. E o culpado da história? “Prefere perder um amigo ou um irmão?” – Sem dúvidas eu diria... O Quê? /Pela primeira, ou segunda, uma carona. Devagar, sempre devagar, moto – indiscutivelmente – não é das nossas melhores lembranças. Mudemos de assunto agora, por favor. /Uma pergunta que eu não tive resposta certa, apenas outra pergunta para responder a primeira: “Vamos nos ver ainda nesse final de semana né?” – “Você quer?” (Perguntar ofende, incontestavelmente). Mais do que ninguém, eu queria. A resposta era: “Claro, óbvio, com certeza, sem dúvida”, e titubeei, quase perdi a oportunidade, mas, não perdi. /Enfim, entre perguntas e respostas “sem noção” - Quase a metade de um almoço. Antes de qualquer um, ouso tocar em algo, mas meu irmão toca em tudo antes de qualquer um (a piada ele entenderá, ou consumirá no seu prato posto a mesa). Sem formalidades, sem copos de cristais, sem nada especial, mas com um macarrão preparado para quem consome com prazer: É DE FAMÍLIA. Não é Luana (cunhada)? /Abro esse espaço para falar de alegria. Sem hora certa, por que para isso não existe lugar ou tempo definido. Eu precisava dizer que Amo, que me faz bem e que a vontade é que tudo aconteça como queremos e demos espaço para acontecer. Um abraço, indefinido, pra ser sincero, o melhor, o mais forte e mais verdadeiro. Eu queria tudo isso antes, mas tudo é como na vontade de Deus e não nossa. A partir daquele momento, um novo amigo, um velho (mais novo) irmão. Se formos dividir a quantidade de idas e vindas sem expressões ou olhares, eu diria que aquele abraço, subtraiu tudo, de uma forma infinitamente menor que qualquer partícula que se possa encontrar. /João Paulo, melhor falar de você antes de dizer qualquer nome, melhor reconhecer seu espaço do que qualquer outra coisa, melhor se dá em sangue do qualquer outra parte. /Eu ouvi: “Eu sempre quis ter um irmão” /Eu concluo: Prazer, me chamo (como queria me chamar) e esperei por isso 25 anos de minha vida!

Leia Mais

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Eu vou mudar

Vou cortar o cabelo.

Vou usar aparelho.

Vou rasgar uma roupa nova e usar em outro estilo.

Vou comer fígado.

Vou dançar lambada.

Vou aprender francês.

Vou conhecer algum norueguês e aprender falar chinês.

Vou juntar latas e trocar por algodão-doce

Vou escrever um livro

Vou me atrever em um labirinto

Vou consumir alguma coisa nova

Vou gastar tudo que tenho em filmes de comédia

Vou alugar a moça das jujubas pra uma conversa sobre algo inteligente

Vou virar músico e gravar um CD de uma canção que diga: Eu te amo

Vou desfilar em um a escola de samba e dançar um tango

Vou gritar o nome de todo mundo que conhecer quando os vê

Vou comer arroz chinês de um cardápio em português

Vou ler um livro ao contrário

Vou ligar no horário mais caro

Vou comer só vegetal

Vou parar de ler jornal

Vou viajar pra Aruba

Vou conhecer o mundo no mapa

Vou atravessar a mata

Vou gritar

Vou pular

Vou fazer

Vou acreditar

Vou amar

Vou comprar

Vou fazer tudo e me arrepender de uma única coisa,

De não ter feito antes!

Leia Mais

terça-feira, 25 de agosto de 2009

25/08/2009

Saber que vai acontecer algo e prever isso antes de ocorrer não é normal, tanto que, você passa a não acreditar em si e começa viver uma outra pessoa que não você mesmo.
Hoje, eu precisei ouvir coisas que me fizeram ter certeza que eu não estou bem, que eu não estou sendo o que eu sempre fui, das poucas palavras eu lembro - “Você precisa se enxergar, você tem 25 anos e você não está sozinho” – aquilo me veio atordoar numa caminhada debaixo de chuva, onde o meu guarda-chuva, inconscientemente, não estava muitas vezes sobre minha cabeça.
Eu sinto muita falta de mim mesmo e das pessoas que amo, não por estarem longe, mas por estar precisando delas mais do que pensava que precisaria um dia. Eu sinto que vou perder tudo, não perder por completo, não “possuir”, mas ser talvez seguido de um segundo plano, de uma segunda forma, de um segundo lugar ou mesmo, de uma segunda confiança (se não entenderem, deixa, eu entendo o que quero dizer)...
A ajuda que preciso hoje, não é somente de correr aos braços de alguém e me sentir protegido, mais do que isso, eu preciso de uma certeza que me incomoda, afinal, nada é certo, como nada é completo, como nada é 100%, então nunca a terei.
Passando por meus álbuns de fotografias, eu percebi que a quantidades de risos, divididos ou subtraídos pelas minhas lágrimas hoje, estão no mesmo nível de intensidade. Não que eu busque isso, mas elas insistem em cair, e isso machuca muito, machuca por que na verdade eu queria paz, não aquela branca, de bandeirinha na mão e lágrimas de fé, mas uma paz que me traga um abraço, um carinho e uma frase dita de verdade: EU TE AMO!
Eu não deixaria isso morrer assim, eu não deixaria nada morrer se fosse consciente do que estou fazendo. Ando buscando respostas que não chegam, talvez por que eu as busque demais, é necessário deixar as coisas chegarem da forma que elas desejam chegar. Aprendi isso em um livro. (querendo ser inteligente)
Vamos parar e refletir em alguma coisa, na verdade, quem precisa parar sou eu. Parar de chorar, de lamentar, de talvez me culpar, e principalmente de preocupar, não que eu queira ser o centro, mas algumas pessoas dizem, “Você está mal eu também estou”, e eu acredito nisso quando olho nos olhos e nos lábios delas.
Eu preciso dizer que, apesar de tudo, eu AMO vocês, e não tenho nenhuma pretensão que me amem com a mesma intensidade, apenas me amem e isso já me faz bem.
Obrigado, desculpas...

Leia Mais

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ele pede...

Meu coração dói, e eu não sinto isso de qualquer forma ou de qualquer jeito, imparcial e marginal. Eu sangro, como se algo tivesse cravado seu último centímetro nesse peito com poucos sentimentos, mas com muita intensidade.

Meu coração ama, e a forma mais complexa de sentir isso é com as lágrimas. Eu faria o mundo parar, para o tempo parar e meu coração não amar. Amar é ruim, mas, incontestavelmente, é a melhor forma de ser feliz.

Meu coração sente saudades, não daquelas saudades de coisa alguma, é aquela saudade viva de algo que não tive, que perdi e que ainda vou ganhar. Eu trataria do meu coração com um abraço, com um olhar ou simplesmente com uma imagem sem foco de uma janela por trás da tempestade.

Meu coração chora, chora tanto que eu não tenho lágrimas. Chora de uma forma que eu sinto a necessidade de parar. Poderia enxergar tudo próximo sem uma imagem conturbada pelas lágrimas, mas evitaria ver tudo com um coração livre, limpo e pronto para chorar mais uma vez, dessa vez, buscando a felicidade. Por isso, ele chora.

Meu coração é louco, louco por querer amar sem noção, sem senso e sem calma. A agitação de um filme de ação não traduz o palpitar no meu peito de um coração sem paz, sem linha, sem ele mesmo.

Meu coração morre, da forma que se diz, morre de morte morrida. Ele não tem culpa de estar falecendo de algo que ele não sabe, o coração é algo tão burro, que ele prefere morrer a reconhecer o erro de estar suicidando-se. Morrer não é tão ruim, eu sinto isso, viver essa morte é que... (deixo livre a continuação desse parágrafo).
Meu coração pede: um remédio para a dor, um limite para o amor, uma morte súbita da saudade, um lenço de papel para enxugar as lágrimas, juízo e por fim ele pede VIDA!

Leia Mais

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Williams Beetowe

E aí Beetowe?

Talvez um dos melhores, ou o melhor, mas o único que possui uma particularidade de respeito, compreensão e consideração tão dele. Um amigo, que não foi o tempo que disse que ele era meu irmão, mas seus atos.

È incompreensível conhecer as pessoas em tão pouco tempo e elas tomarem um espaço tão grande na sua vida. Beetowe (ou Beetówe, como prefiro chamar) me fez refletir sobre o ser e ter, ser e não ter e, principalmente entre o não ter e ser.

A vida me deu percas e eu encontrei no abraço e nas lágrimas desse meu “irmão” uma compaixão enorme de alguém que sente o que você sente tentando abrandar o que na verdade, só o tempo aliviará. Quando falo em perder, não digo no sentido figurado ou como dizem os mais cultos, metaforicamente, eu perdi no sentido real da palavra, sofri prejuízo, danos, deixei de ter.

Outro dia, eu quase perdi de novo, e a dor de perder algo que escorre de suas mãos é maior que a dor de perder algo que tiraram de você. Eu ia perdendo algo que passei três anos pra ter, que nunca tive pra ser sincero, conquistei, e a conquista se faz através do dia-a-dia de uma divisão de risadas, medos e comidas. (abro espaço para meus emoticons ¬¬ ).

O coração que bate, sente, sente ao ponto de fazer você não aceitar a dor de não ter as conversas, as risadas e o abraço, esse que diz, “caramba, sou teu irmão”. Mas, se existe algo em que acredito e usufruo disso, é a COMUNICAÇÃO.

Abrindo um parênteses para mim, digo que, a escolha do meu curso não foi economicamente pensado, mas, uma dádiva escolhida.

Depois de tudo, a conversa, o abraço e as escolhas. Hoje, não tento mais resumir nada, eu digo que o bom mesmo é falar o máximo que puder de qualquer coisa, de qualquer momento e de poucas pessoas.

Para se conhecer as pessoas e poder falar algo delas, é necessário conviver para saber o tamanho do seu coração, é preciso sentir e para valorizar um amigo é preciso reconhecê-lo como tal. Dessa forma, a gente ama de graça, sem pedir nada, no máximo, uma conversa ou um ouvido aberto.

Para a maioria das pessoas, um lugar apropriado para se buscar a felicidade é onde os sorrisos inflamados de alegria fazem a sua valsa para a fortuna. Para a beleza da vida, eu busco nas pequenas coisas e encontro nos “piores” momentos minha formação intelectual e emocional.

Um dia eu ouvi de um amigo que, eu teria que ter força pra suportar, e eu aprendi que as lágrimas aproximam as pessoas, por que nelas está a verdadeira prova de um coração aberto para dividir.

Um dia eu ouvi de um amigo que uma parede estava próxima de uma cabeça-baixa (eu entendo do que eu estou falando aqui, desculpas), e não deu tempo de se chocar. Não deu tempo, porque a mente do homem trabalha para o prazer e não para a dor.

Quando um dia eu não tiver mais o presente, guardarei as lembranças, um retrato e com certeza o tempo. Não usarei de ampolas, elas se quebram e jogam o que diriam que é “tempo” pelo ar. Eu guardarei na memória, onde enquanto o “tempo” não levar, ela continuará intacta.

Para a pessoa que me apoiou e que está do lado, como diria Vinicius de Morais: Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo.” Meus pensamentos, minhas palavras, meu sangue!

César

Leia Mais