sábado, 31 de maio de 2008

Lindo - Perfeito – Odiado

OBS: Assistam ao vídeo, dessa forma entenderão o que meu texto humildemente quer expressar.

Liberdade de expressão é o direito de manifestar opiniões livremente. Tudo bem. Temos esse direito, mas nem sempre são corretas as nossas expressões e para isso eu recorro a “ditadura pessoal”, onde busco saber o que devo ou não fazer, meio que por obrigação mesmo.

Vendo esse vídeo, chorei, afirmo mesmo, chorei. Chorei por que todo homem é livre para chorar e quando meu pai dizia que meninos não choram talvez ele não tivesse a idéia real do que é ser um ser humano (Pai, desculpas, peguei pesado aqui com você).

As imagens são lindas, até mesmo porque a protagonista da história “era” ou “é” linda (ela parece mais viva do que nunca), se fosse eu, talvez muitos não tivessem essa opinião de beleza (mais desculpas, agora a vocês, brinquei com coisa séria). O vídeo é incontestavelmente lindo.

O vídeo é perfeito, recursos bem utilizados, música bem posta e ligada à imagem, isso faz com que paremos e prestemos atenção. Muitos afirmam, uma imagem vale mais que mil palavras, mas o que é uma imagem sem palavras? Pergunto-me. Isabella seria Isabella, sem essas músicas? Sem as belas palavras? Não, não seria. Por quê? Lembre-se, nossa mente é manipulada pelo exterior (aprendi isso nas aulas de teoria de comunicação) e todo o conjunto, do vídeo, nos faz ter mais dó, pena ou comoção (usem o sentimento que vos é de direito).

Mas, nisso tudo não posso ser hipócrita e dizer que amei tudo que vi. Pois bem, EU NÃO GOSTEI, na verdade ODIEI e tenho meus motivos para isso.

Já perceberam a invasão na intimidade dessa criança? Já imaginaram que ela não está viva para ver os milhões de brasileiros que “ama” ou que na verdade sentem só pena, pois ninguém hoje trocaria de lugar com ela para ser jogado de um edifício ou trocaria? (isso seria pra mim uma prova de amor e eu acho que não amo).

O que me faz ser uma ínfima parcela de tudo nesse grande meio é não concordar que usem as imagens como bem entenderem, que não concorde com a falta de privacidade que a mãe está sendo “obrigada” não ter, pois para a mídia (como sempre a grande culpada para os que não se assumem curiosos) o que importa é o fato, que vira notícia, que vai ser uma reportagem e talvez um livro, não esquecendo do cinema, já que nosso país avança nesse setor. Não me assustarei quando estiver indo ai cinema assistir: “Isabella, um caso de amor e ódio” – o titulo deverá ser esse, afinal, amor é o que a mãe sentia, ódio foi o que pai sentiu, quando fez o que fez (vejam bem, não estou acusando ninguém, A TV, Rádio, e todos os meios impressos dizem isso por mim).

Vocês devem está me amando (pois poderei está falando o que vocês desejariam) e não estarem gostando (odiar é um sentimento de pessoas fracas e eu fui e sou fraco quanto ao vídeo), mas desculpa, eu posso ter liberdade de expressão?

Pois bem... Ratificando ou retificando opiniões, o que sinto por todo esse caso (ou espetáculo) é isso, e não estava agüentando ficar calado, por isso usei meu blog, o pronome possessivo me dá liberdade de usufruí-lo como posso e devo. Não quero ser formador de opiniões, quero opinar, e se sentirem necessidade disso...

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quinta-feira, 15 de maio de 2008

A notícia como meio de saber a “verdade”?

No século da informação, como é intitulado o período que vivenciamos, somos bombardeados diariamente por milhares de notícias, através de todos os meios de comunicação de massa, internet, jornal impresso, TV e tantos outros que possuem o poder de informar.

Mas, será que somos bombardeados com a verdade dos fatos, ou os meios utilizam do poder que possuem para manipular o nosso pensamento e nos impor uma opinião?

Padrões de manipulações são estilizados pelas empresas que detêm o poder de informar e boicotar as informações. Ocultar, inverter, fragmentar, são meios pelos quais empresas encontram para individualizar o fato, e por existirem na notícia, muitas vezes não explicitamente, merecem atenção e discussões. Essas empresas que são detentoras do poder midiático, classificam os fatos, e os dividem em particularidades ou aspectos, selecionando os que apresentarão ou não ao público.

A influência que a agência exerce na notícia, segue diversos fatores: influência econômico, investimento direto (onde a propriedade de um meio de comunicação determina tendenciosamente no conteúdo adaptando-se aos interesses do proprietário), investimento indireto por meio da publicidade e serviços (as empresas possuem influência nos fatos noticiados, através das pressões exercidas quanto a responsável pela veiculação da notícia) e a influência Política (conivência entre partido no poder e a mídia), exemplo no Brasil, o boicote a notícia das Diretas Já, que foi substituído por um show de mensagens comunistas. Isso deixa claro, a conivência da Rede Globo e o Partido político ditatorial.

Um número infinito de acontecimentos ocorre no mundo no momento que transcrevo esse texto, mas faço parte de bilhões de pessoas que entre tantos, conhecerão de forma ínfima alguns desses fatos, já que nem tudo pode ser noticiado, seja pelo tempo, espaço ou linha editorial, motivos justificáveis pela imprensa.

Na verdade, é injustificável a manipulação dos fatos que nos chega através de todos os meios, pois, o dever do jornalista e dos meios que nos comunica é mostrar a verdade, de forma objetiva, despertando-nos crítica sobre o assunto. A linha editorial limita o nosso conhecimento, já que o direcionamento do fato a um ponto específico limita-nos a uma visão unilateral. O nascimento de um animal raro terá mais importância do que a cura para certo tipo de câncer, dependendo dos interesses da revista.

Mas o profissional responsável pela comunicação entre fato e o público, o jornalista, são pacientes dessa conjuntura nessas corporações midiáticas. Essa questão ainda é debate ente tantos jornalistas que já foram e ainda são vítimas dessa manipulação, e que vêem os novos profissionais sendo passivos a esse fator. Através dessa monopolização da notícia, os profissionais se vêem cada vez forçados a interagir com esse mundo da “verdade” manipulada, deixando de lado a credibilidade e muitas vezes a confiança que é depositada no profissional.

Tudo que lemos, vemos e ouvimos, merece atenção e poder de crítica para podermos distinguir o que é verdade do que não é. Através de uma leitura crítica, de um entendimento maior da estrutura que é a mídia e o poder que ela exerce, abrirá espaço para diversas opiniões de informações para se chegar a um resultado final.

E nós, o que somos? Enquanto expectadores. Perto de toda essa estrutura que afeta a verdade que nos é de direito, que somos obrigados a aceitar o que nos é imposto, nos deixando exteriores ao mundo em que vivemos. Estamos fadados a saber a verdade quando estivermos diretamente ou não ligados ao fato, quando formos os atores principais do espetáculo que é a notícia.

Qual a verdade do caso Isabella? Que durante três semanas parou nosso país em frente às revistas, jornais e a TV (claro) meio com maior audiência no nosso país. O espetáculo midiático, levou ao limite suas várias formas de apresentar a notícia, que se tornaram artigos, reportagens, crônicas e não se limitará a isso, como podemos observar. Mas, e a verdade?

Passei dias sem TV (motivos não-publicáveis), mas na internet, através dos sites e orkut, tive um acompanhamento da ocorrência e opiniões gerais sobre o caso. Amigos orkutianos, possuem em seus álbuns pessoais, fotos de uma criança, que na verdade, vim descobrir depois de ver em um site de notícias, que é Isabella. Mas o que os leva a homenageá-la? Já que tantas crianças são ou já foram vítimas e não possuem um espaço maior que o funeral na rua tal e no cemitério fulano de tal. A mídia é resposta?

Ficamos perplexos com tantas posições que a imprensa toma devido aos seus interesses. E é surpreendente como a sociedade assimila e interage com essas formas.

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